terça-feira, 31 de janeiro de 2012

INT avalia eficiência de 90 indústrias cerâmicas do Seridó nordestino

31/01/2012 - 12:52
Um total de 90 das 120 indústrias cerâmicas da região do Seridó – entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba – foram avaliadas pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), por meio do projeto Eficiência Energética em Cerâmicas de Pequeno Porte na América Latina para Mitigar a Mudança Climática (Eela). Promovido Agência Suíça de Cooperação e Desenvolvimento (Cosude) e pela organização não-governamental Swisscontact, o trabalho é desenvolvido paralelamente em outros seis países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México e Peru.

O objetivo é incentivar medidas para otimizar o uso da energia nessas empresas, bem como reduzir as emissões de carbono e diminuir o impacto ambiental da atividade, desenvolvendo um modelo para ser replicado por outros núcleos produtores de cerâmica da América Latina. No Brasil, coordenada pelo INT, a iniciativa tem parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), o Sebrae/RN, o Sebrae/PB, o Centro de Produção Industrial Sustentável (Cepis), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB/MMA) e a Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer).

Na região do Seridó, foram feitos estudos comparativos entre os dois tipos de fornos tradicionalmente usados. O trabalho também avaliou formas de arranjar as peças cerâmicas para elevar a qualidade. E outra vertente apontou as soluções de emprego de ar de combustão forçado e de recuperação de calor, medidas que promovem uma economia de energia.

“Os fornos caipiras são abertos e dispersam enorme quantidade de calor e gases poluentes, enquanto a opção em forma de abóboda aproveita melhor essa energia, inclusive a reutilizando para a secagem das cerâmicas”, explica o chefe da área de Energia do INT, Mauricio Henriques.

Aspectos ambientais

Objetivando levar políticas públicas, tecnologias e sistemas de gestão e de qualidade a essas e outras indústria cerâmicas com características semelhantes, o projeto aborda também a questão ambiental. Além de buscar conter as emissões atmosféricas, o trabalho indicou mecanismos para racionalizar o uso e a extração de argila a modelos para ampliar a oferta de biomassa renovável, evitando o desmatamento e a degradação do solo.

"Algumas soluções em uso têm sido a substituição da lenha nativa extraída da caatinga por briquetes de resíduos de biomassa, compostos de bagaço de cana e serragem, ou pelo emprego de podas dos municípios da região e de árvores frutíferas, como o cajueiro", informa o tecnologista Joaquim Augusto Pinto Rodrigues, coordenador do projeto Eela.

A iniciativa disseminou, entre produtores locais, um modelo para ampliar o comércio de créditos de carbono decorrentes das medidas de otimização do uso da energia e dos recursos naturais. O trabalho envolveu ainda o levantamento de indicadores sociais, observando as relações de trabalho e indicando a correção das distorções encontradas.

Leia mais. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tecnologia e Inovação serão os focos de Raupp no MCTI


O matemático Marco Antônio Raupp tomou posse nesta terça-feira (24) no cargo de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmando que realizar a política de tecnologia e inovação do governo será o foco de sua gestão. Outro balizador para o MCTI será reforçar o papel das parcerias com o setor privado.
Raupp, que sucede Aloizio Mercadante no cargo, também tem entre suas metas reformular o programa espacial. Uma das ideias é reorganização a atuação da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de pesquisas Espacial (Inpe), de maneira a que atuem sem que concorram entre si.
Para o novo ministro, a defasagem de engenheiros no país também é um tema de preocupação, mas o governo está atento a essa questão. Tanto assim, que entre as medidas adotadas Raupp destacou o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) como uma das ações a serem incrementadas pelo MCTI.
Viabilizar verbas para projetos como o reator multipropósito do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Inpen), o novo anel de luz sincrontron, ambos em São Paulo, e a parceria com o Observatório Europeu do Sul (ESO), para a área de astronomia, também estão entre as preocupações do ministro. “São projetos importantes para a ciência brasileira e é preciso viabilizá-los, mesmo tendo que distribuir o orçamento em vários anos”.
A adoção de um novo marco legal para a ciência e tecnologia continuará a ser apoiada pelo MCTI, pois para Raupp é um dos condicionantes para que haja maior participação da iniciativa privada na agenda de inovação do país e para que as pesquisas nacionais continuem a ter a desenvoltura que já alcançaram.
___
Assessoria de Comunicação Social do CNPq

terça-feira, 24 de janeiro de 2012