quinta-feira, 31 de março de 2011

Insa lança livro sobre recursos hídricos em regiões áridas e semiáridas

O livro “Recursos Hídricos em Regiões Áridas e Semiáridas” será lançado durante a cerimônia de abertura da 2ª Reunião Sulamericana para Manejo e Sustentabilidade da Irrigação em Regiões Áridas e Semiáridas, que ocorre no próximo domingo (3), a partir das 19h, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cruz das Almas (BA).

O livro tem como editores Salomão de Sousa Medeiros (Insa/MCT), Hans Raj Gheyi (UFRB), Carlos de Oliveira Galvão (UFCG) e Vital Pedro da Silva Paz (UFRB), com a contribuição de especialistas com vasta experiência em suas respectivas áreas de atuação.

O diretor do Instituto Nacional do Semiarido (Insa/MCT), Roberto Germano Costa, na apresentação do livro, afirma que a obra, além de abordar aspectos hídricos, é resultado, também, da política editorial do Instituto, de incentivar a pesquisa colaborativa e articulada, além de atualizar conhecimentos para os agentes que aperfeiçoam e executam políticas públicas regionais.

Fonte: portal do MCT, em 30/03/11, aqui.

terça-feira, 29 de março de 2011

UM ÍNDICE DE SUSCEPTIBILIDADE AO FENÔMENO DA SECA PARA O SEMIÁRIDO NORDESTINO

O título acima é da palestra que será apresentada pelo Dr. Josemir Araujo Neves da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) no dia 30/03/2011 às 14h30 no Auditório do DFTE.

Resumo: A seca é o principal fenômeno climático que atinge o semiárido nordestino de forma recorrente, com repercussões negativas extremas de déficit hídrico e dimensão de catástrofe socioeconômico-cultural-ambiental. Nesse contexto, os índices de seca apresentam-se como ferramentas de auxílio à tomada de decisão dos gestores públicos e à aplicação correta e otimizada dos recursos, possibilitando o direcionamento das ações afim de que efetivamente alcancem a população atingida. Dentro desse escopo foi desenvolvido o Índice de Susceptibilidade ao Fenômeno da Seca para o semiárido nordestino (ISFS), que considera além da climatologia, aspectos da natureza física dos solos, econômicos, sociais e os riscos de perda da safra agrícola e de falta d'água para consumo humano eanimal. O ISFS foi elaborado seguindo metodologia proposta pelo JRC/OECD, utilizando técnicas estatísticas de preenchimento de dados com falhas e winsorização.Ele foi testado e validado com os dados reais dos municípios do  Rio Grande do Norte e através de simulações computacionais, e os resultados validaram as classificações dos municípios obtidos nos testes com dados reais e a consistência dos pesos adotados na sua composição.

Sobre vulcões e clima

Uma das perguntas que nos foi feita no evento da CNBB do dia 11 pp, questionava qual o papel dos vulcões no clima. Bom, devido à nuvem de gases emitidos numa erupção vulcânica, localmente se forma uma camada que dificulta a passagem da radiação solar. Assim, menos aquecida ficará esta região, provocando uma diminuição na temperatura, o que pode ocorrer até mesmo em um escala regional (poucas centenas de quilômetros), durante um período de tempo não muito longo. No entanto, há indícios científicos que várias erupções vulcânicas em uma mesma região pode inclusive alterar a circulação atmosférica, o que teria implicações em uma escala maior no planeta, como em uma boa parte de um dos hemisférios. Aqui neste blog já postamos notícia a respeito do vulcão que entrou em erupção na Islândia, e que deixou a Europa em dificuldades, sobretudo no tráfego aéreo. Outras fontes na internet abordam o assunto com mais detalhes como, por exemplo, este aqui e este outro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Deslizamentos de terra são a maior causa de mortes por desastres naturais

Os deslizamentos de terra são a maior causa de mortes por desastres naturais. A informação é do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (Seped/MCT), Carlos Nobre, que falou hoje (23) no seminário Clima para Você, no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília.
Embora as inundações ocorram com mais frequência, os deslizamentos são a principal causa das mortes, correspondendo a 60 por cento. “De 2008 a 2011, cerca de 2.500 pessoas morreram devido a deslizamentos de terra. As inundações estão em segundo lugar como responsáveis pelas mortes e as descargas elétricas em terceiro”, disse Nobre.
O seminário foi em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial e reuniu representantes de atividades relacionadas à meteorologia, aquecimento global e mudanças climáticas. O evento provocou uma reflexão da relação homem, natureza e clima.
Nobre, que também é presidente da Comissão de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia (CMCH), mostrou os riscos do efeito estufa e das mudanças climáticas. Ele explicou que alguns “limites climáticos perigosos”, se ultrapassados, causam colapso de subsistemas, como morte de corais, perda de gelo, extinção de espécies e esgotamento da floresta amazônica.

De acordo com o especialista, o aumento das ondas de calor é um problema para as próximas gerações, que ainda podem sofrer com inundações, ventos, epidemias relacionadas à água, deslizamento de terra, seca, ressaca costeira e transtornos na agricultura.
Nobre explicou como funcionará o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, previsto para funcionar até o final deste ano em Cachoeira Paulista (SP). O desafio, segundo ele, é converter alertas meteorológicos em alerta de desastres. “Nosso objetivo é ser um País que tenha a maioria das vidas salvas dos eventos e desastres naturais”.
A ideia é reunir, no centro, meteorologistas, hidrólogos, geólogos e especialistas em defesa civil. “O Centro será multi institucional e abrigará o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], Inmet, Ministério das Cidades, IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], a Defesa Civil, ANA [Agência Nacional de Águas], Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e Aeronáutica”, explicou.
Atualmente, as ações do Governo Federal estão focadas no levantamento das áreas de risco, integração das informações meteorológicas e cruzamento de informações para estabelecer parâmetros de chuvas intensas, água do solo e riscos de deslizamentos geológicos.

Fonte: portal do MCT

Sobre a reconstrução da camada de ozônio e vulcões

Vamos procurar responder a duas perguntas sobre um mesmo tema:

P1. "É possível repor a camada de ozônio?"
P2. "É possível a reconstituição da camada de ozônio, caso haja a redução dos gases poluentes?"

Felizmente a resposta geral é positiva, sim. No entanto, não se trata de produzirmos novos mecanismos que produzam mais ozônio, mas reduzir a emissão de gases que degradam a camada, como os chamados CFCs (clorofluorcabonos), que eram produzidos por geladeiras e sprays. Tanto é que foi firmado um documento, assinado por 196 países, conhecido por Protocolo de Montreal, no qual esses países se comprometem em reduzir as emissões dos CFCs e outros gases danosos à camada de ozônio. As estimativas mais recentes mostram que nos últimos anos houve uma redução de cerca de 90% destas emissões.
Um aspecto importante, e que gostamos de enfatizar, envolvendo as emissões dos CFCs, é o fato de que uma pequena causa - considerada a escala, tamanho, da atmosfera -,  é capaz de produzir um efeito tão dramático, como a redução da camada de ozônio, e o consequente aumento de incidência da radiação ultravioleta na superfície da Terra, levando a sérios riscos para a saúde pública, além de outros danos para a vida no planeta.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Institutos divulgam a previsão climática para o setor leste do Nordeste

21/03/2011
Meteorologistas dos Centros Estaduais de Meteorologia da Região Nordeste, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) se reuniram nos dias 16 e 17 de março, em Recife (PE), no Auditório do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene/MCT). Na ocasião eles elaboraram o prognóstico climático referente ao período de abril a junho 2011 para o setor Leste Nordestino sob a coordenação da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Após discussão técnica a respeito das variáveis observadas, foi divulgada a previsão climática de consenso para o setor leste da região Nordeste, indicando chuvas em torno ou acima da média para o período. No documento divulgado após a reunião, as indicações são de que a probabilidade das chuvas serem registradas dentro da normalidade é de 45%, enquanto há 35% de chances das precipitações ocorrerem acima de média, e ainda 20% de que nesse período sejam verificadas chuvas com índice menor que a média histórica.
A Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa) prevê que as precipitações tenham padrão de normalidade nas noventa e seis cidades que compõe as regiões do Agreste, Brejo e Litoral da Paraíba nos próximos três meses.

O documento oficial está disponibilizado aqui.

Fonte: portal do MCT

domingo, 20 de março de 2011

Sobre o desmatamento da Caatinga

"-Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, entre 2007 e 2010, a área desmatada na caatinga equivale a mesma área desmatada na amazônia em igual período. O desmatamento da caating já provoca a desertificação, sendo, aind segundo o MMA, esse desmatamento da caatinga 80% causado pela "indústria" ilegal do carvão em áreas públicas, reservas florestais e assentamentos.
P: Qual a solução e o papel da igreja p/ coibir o problema do desmatamento ilegal na caatinga?"

Esta é uma questão realmente que deveria causar grande preocupação na sociedade brasileira, especialmente aos que residem no semi-árido. Sobre os dados do MMA a respeito da devastação da caatinga, publicamos um post no ano passado, que pode ser lido aqui. O que foi feito desde então? Nada. Primeiro, em 2010 
tivemos um ano eleitoral presidencial. No debates entre os então presidenciáveis, praticamente nada foi discutido ou proposto com respeito ao semi-árido, embora as questões sobre o desmatamento da região amazônica estivesse presente nos debates. O fato, e isto é opinião nossa, é que falar das questões da amazônia dá muito ibope. Tanto politicamente, quanto cientificamente. Por exemplo, trabalhos sobre as queimadas e o desflorestamento da amazônica rende artigos nas mais prestigiadas revistas científicas internacionais: Science, Scientific American, Nature, entre outras outras. Quantos artigos científicos estão sendo produzidos sobre a destruição do bioma do semi-árido? Poucos, praticamente nada e, quando publicados, são em revistas e jornais locais, no máximo regional. Quais as preocupaçõe dos políticos sobre estas questões. Nenhuma, que tenhamos visto divulgado pela mídia. Aliás, a própria mídia nordestina (onde está a maior parte do semi-árido), pouca atenção dá para este problema. Enfim, acredito que a sociedade organizada, e a CNBB tem um importante papel a desempenhar nesta questão, pode provocar o debate e fazer com que todos passemos a ter preocupações e ações reais, com resultados. Um passo inicial, seria a ampla divulgação por todos os meios possíveis, além de promover debates em escolas.

Perguntas de participantes da abertura da CF 2011.

Conforme prometido, voltaremos ao evento da abertura da CF 2011 da CNBB. Em alguns posts reproduziremos perguntas que nos foram feitas, digitadas exatamente como recebemos por escrito, seguido de nossas observações. Comentários pertinentes e esclarecedores serão bem-vindos e estimulamos que o façam. Neste caso, pedimos que, no caso do autor ou autora desejarem que seja publicado diretamente como um post, que seja identificado e com um e-mail para o qual possamos responder. A seguir, a primeira pergunta selecionada. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

A fraternidade e as mudanças climáticas e vice-versa.

Uma quase-longa ausência - muito, muito trabalho e probleminhas de saúde -, e estamos retornando ao normal. Na sexta-feira passada participamos da abertura da CF 2011 da CNBB (vide post abaixo). Foi, a nosso ver, um evento espetacular, realizado aqui em Natal. Ao final, houve tempo para uma pequena mesa-redonda, quando os participantes puderam nos encaminhar algumas dúvidas sobre aquecimento global, mudanças climáticas e temas relacionados. Excelentes perguntas. Algumas foram respondidas no momento. Outras, ficamos de responder por meio deste blog. É o que vamos procurar fazer nestes dias. Mais uma vez de parabéns a CNBB por trazer a todos brasileiros e brasileiras o debate público sobre as causas e implicações das mudanças climáticas. Mas, nem tudo são flores. Para dar um pequeno tempero, abaixo reproduzimos nota que enviamos para foruns apropriados.


"Acabo de chegar de uma jornada nada divertida de ir ao centro da cidade.
Além do deslocamento para ir e vir, gastei cerca de 20 min para achar um estacionamento.
Fui para a AL, onde haveria uma sessão solene em homenagem à CNBB pela CF 2011, cuja ênfase é em Aquecimento Global e Mudanças Climáticas.
Começa com uns 40 min de atraso.
Composta a mesa: representantes políticos (município, estado), militares.
Zero de representação da Academia: nem da UFRN, nem UFERSA, nem UERN, nem UnP - não sei se alguém foi convidado, mas não pode ir.

Entre as falas foi exibido um vídeo com depoimentos/esclarecimentos dos Profs. Carlos Nobre do INPE e Paulo Artaxo do IF-USP.

Ano passado, ambos estiveram na UFRN a convite nosso. Alguns talvez lembrem que o Carlos Nobre proferiu a Aula Inaugural do PPGCC.

Surpresa para mim? Não. Absolutamente nenhuma.

No ano passado, por ocasião da palestra do Prof. Carlos Nobre, que hoje é o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), enviei convite para:

- principais representantes da mídia local (jornalistas, colunistas, etc);
- TODOS os Deputados Federais;
- TODOS os Deputados Estaduais.

Os convites foram por e-mail, com aviso de recebimento. Apenas a assessoria da Dep. Fátima Bezerra (PT) se deu ao trabalho de abrir o convite. A assessoria de outra
deputada federal teve a e-le-gân-cia de RECUSAR a abrir o email-convite.

Em suma, NENHUM parlamentar - Federal ou Estadual - se deu a trabalho de nos responder, quem dirá de aceitar o convite.

Felizmente a nossa aula inaugural foi realizada no Auditório da Reitoria da UFRN, com uma excelente participação da comunidade universitária. Se fosse mais próximo a eleições, talvez algum político tivesse aparecido, mas não pelo tema!

Agora, quem quiser, tire  suas próprias conclusões.

Francisco Alexandre."

Nota: Na pressa, cometemos alguns erros no texto original, mas preferimos reproduzir como está no original. Além do que, troca do editor de emails para o editor deste blog causou um desarranjo no texto, mas fica assim mesmo.

sábado, 12 de março de 2011

Convita aula inaugural: Radiação Ultravioleta

Nesta segunda-feira, 14/03/2011, será realizada a aula inaugural do primeiro semestre letivo de 2011 do Programa de Pós-Graduação em Ciências Climáticas da UFRN. Na ocasião, estaremos recebendo as visitas do Dr. Marcelo de Paula Corrêa, da Universidade Federal de Itajubá-MG, e da Dra. Emico Okuno, do Instituto de Física da USP. Na ocasião a Profa. Emico proferirá a palestra

Radiação Ultravioleta 
Características e Efeitos Cancerígenos

O evento será realizado nas dependências do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE) da UFRN, às 10h00, e estará aberto ao público. Ficaremos honrados com a presença de todos que puderem participar. Ainda na segunda-feira, o Prof. Marcelo deverá apresentar um seminário no período da tarde, às 16h30, com título que será anunciado em breve.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Fraternidade e Vida no Planeta

Logo mais estaremos no evento do lançamento da Campanha da Fraternidade 2011, aqui em Natal, com o tema "Fraternidade e Vida no Planeta". Na ocasião faremos a apresentação da palestra "Mudanças Climáticas: Ver, Prever e Agir".

A campanha é promovida pela CNBB (http://www.cnbb.org.br/site/).

Papa envia mensagem para a Campanha da Fraternidade

sexta-feira, 4 de março de 2011

Plataforma oceânica brasileira é apoiada pela comunidade Científica

Considerando a importância dos oceanos sobre o clima e ambiente, eis uma importante iniciativa do governo.
Nos dias 21 e 22 de fevereiro, representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), da comunidade científica, e da Marinha, se reuniram na Sede do CNPq, com o intuito de discutir a necessidade de criação da primeira plataforma oceânica brasileira. As discussões foram desenvolvidas a partir de três vertentes: Pesquisa, Desenvolvimento e Recursos humanos; Aspectos institucionais e Logística.
Ao final dos debates, o grupo chegou ao consenso de que a idéia de um laboratório oceânico dessa natureza tem um grande potencial para alavancar as pesquisas oceanográficas no Brasil, sendo um grande investimento tanto do ponto de vista político-estratégico quanto científico.
Nesse sentido, cada grupo elaborou um pequeno documento contendo sugestões a serem apresentadas ao Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, como subsídio para desenvolvimento de pesquisas e formação e capacitação de recursos humanos em Ciências do Mar utilizando a Plataforma Oceânica como base para os avanços das pesquisas.
O presidente do CNPq Glaucius Oliva afirmou ser essencial intensificar as pesquisas científicas sobre a plataforma, pois, segundo ele, o mar se configura como uma fonte de enorme riqueza, tanto para os setores industrial e comercial quanto para o desenvolvimento sustentável.
Ana Lucia Assad, Coordenadora Geral de Cooperação Nacional do CNPq , explicou que as propostas serão encaminhadas ao Ministro Mercadante para apresentação e discussão com a Petrobrás, e parceiros interessados. “Destaca-se que este é um projeto de alta complexidade que envolve muitas áreas de competência e diversos grupos de pesquisa e deverá passar por várias fases de detalhamento num futuro próximo, incluindo todos os aspectos das linhas de pesquisa a gestão e institucionalização de tal proposta”, ressaltou.

Fonte: publicado no portal do CNPq, aqui.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Satélite para estudar aerossóis

O lançamento do Glory, que estava previsto para o dia 23 de fevereiro, para o dia 23 de fevereiro, foi adiado por motivos técnicos e deverá ocorrer este mês, na Califórnia. De acordo com a Nasa, a agência espacial norte-americana, os problemas estão sendo resolvidos e a partir do dia 4 poderá começar a contagem regressiva.
A nova missão científica tem como objetivo oferecer informações que permitam uma melhor compreensão de como o Sol e os aerossóis influenciam o clima terrestre.
Aerossóis são minúsculas partículas líquidas ou sólidas suspensas na atmosfera que têm papel crítico no clima do planeta e estão presentes em praticamente todos os locais, do ar na superfície onde os humanos respiram até as mais elevadas camadas da atmosfera.
Os aerossóis medem de um centésimo de micrômetro, ou o tamanho das menores bactérias, a dezenas de micrômetros, ou o diâmetro de um fio de cabelo.
Dos equipamentos do Glory, o sensor de polarimetria (APS, na sigla em inglês) coletará dados sobre os aerossóis atmosféricos, tais como forma, composição e refletividade dos diferentes tipos de partículas.
O monitor de irradiância total (TIM) medirá variações na atividade solar ao medir a quantidade de radiação que atinge o topo da atmosfera terrestre.
Os dados enviados pelo satélite de meia tonelada permitirão realizar medidas precisas da influência dos aerossóis e da energia solar no clima terrestre.
Segundo os responsáveis pela missão, os dois fatores influenciam o balanço energético da Terra – relação entre a energia que entre e a que sai pela atmosfera – e seu conhecimento será importante para antecipar mudanças futuras no clima e como elas poderão afetar a vida no planeta.
O Glory se juntará a uma frota de satélites de observação terrestre conhecidos como Constelação A, ou Trem A, destinados ao estudo da biosfera e do clima do planeta.

Fonte: agência FAPESP, aqui.

quarta-feira, 2 de março de 2011

UFRN: novos pesquisadores para o PPGCC.

Foram publicadas hoje, 02/03/2011, as nomeações dos novos docentes efetivos da UFRN que farão parte do corpo de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Climáticas (PPGCC). Foram nomeados, com as respectivas áreas e unidades de atuação:
1. Dra. Rosane Rodrigues Chaves - Interação Oceano-Atmosfera/Escola de Ciências e Tecnologia;
2. Dr. David Mendes - Modelagem Climática/Escola de Ciências e Tecnologia;
3. Dr. Felipe Mendonça Pimenta - Oceanografia Física/Departamento de Geofísica.