segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera bate recorde em 2016

A informação é publicada poucos dias antes do início da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, que será realizada entre os dias 6 e 17 de em novembro na cidade alemã de Bonn


A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentou em 2016 até atingir níveis recordes, informou hoje (30) a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu boletim anual sobre o impacto dos gases de efeito estufa.

A informação é publicada poucos dias antes do início da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, que será realizada entre os dias 6 e 17 de em novembro na cidade alemã de Bonn. Em 2016, a concentração atmosférica de CO2 - principal gás de efeito estufa de longa duração - alcançou 403,3 partes por milhão (ppm), acima das 400 registradas em 2015.
 
Segundo a OMM, atualmente a concentração de CO2 na atmosfera representa 145% dos níveis pré-industriais (antes de 1750). A agência da ONU atribui o aumento recorde de 3,3 partes por milhão da média anual, em parte, ao resultado das atividades humanas combinadas com um intenso impacto do fenômeno meteorológico El Niño, que teve devastadores efeitos em várias áreas do mundo entre 2015 e os primeiros meses de 2016.

O fenômeno provocou secas nas regiões tropicais e reduziu a capacidade dos "sumidouros" - como as florestas, a vegetação e os oceanos - para absorver CO2. Em observações diretas, não se viram esses níveis de concentração de CO2 em 800 mil anos, assegura a OMM em seu boletim.
 
Se forem empregados os indicadores indiretos para medir a quantidade de CO2 na atmosfera, níveis similares aos de agora foram observados no período de 3 milhões a 5 milhões de anos, ou seja, no Plioceno Médio, quando a temperatura era de 2 a 3 graus superior e o nível do mar entre 10 e 20 metros acima do atual.

O crescimento demográfico, as práticas agrícolas mais intensivas, o maior uso da terra, aumento do desmatamento, a industrialização e o uso de energia procedente de fontes fósseis contribuíram para uma aceleração da taxa de aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera desde o início da era industrial.

"Infelizmente, não vimos números positivos na concentração dos principais gases de efeito estufa até agora", disse, em entrevista coletiva. o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, que enviou mensagem aos governos: há "necessidade urgente de elevar o nível de ambição se queremos cumprir seriamente os objetivos do Acordo de Paris".

O Acordo de Paris tem como objetivo evitar que o aquecimento global supere os 2 graus centígrados no final deste século em relação aos níveis pré-industriais, embora as nações tenham se comprometido a fazer todos os esforços necessários para não ultrapassar 1,5 grau.
 
Original: #CorreioBraziliense @correio https://t.co/mLdNvxI5EA

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Impactos da elevação das marés em Santos já são visíveis

Agência FAPESP – Os estudos do Projeto Metrópole, com apoio da FAPESP, demonstram que a cidade de Santos, no Estado de São Paulo, já está exposta a tempestades, erosão e intrusão de água salgada, de acordo com a Assessoria de Comunicação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Há uma tendência das alterações climáticas e a subida do nível do mar intensificarem esses riscos, conforme pesquisa coordenada pelo climatologista José Marengo, do Cemaden.
Esses impactos foram observados também em Broward, nos Estados Unidos, e Selsey, na Inglaterra. Iniciativa internacional com pesquisadores brasileiros, norte-americanos e ingleses vem desenvolvendo, desde 2013, estudos sobre adaptação às mudanças climáticas em áreas costeiras.
Os dados da pesquisa fazem projeções dos impactos associados à elevação da temperatura oceânica e chuvas extremas, além do aumento do nível do mar e aumento na frequência e na intensidade das tempestades. Esses fatores podem gerar deslizamentos de terra, enchentes urbanas e contaminação das águas subterrâneas. Na situação atual, as áreas suscetíveis à inundação já apresentam problemas de drenagem.
Na cidade de Santos, no litoral paulista, os estudos projetam que as mudanças climáticas provocarão a subida do nível do mar em pelo menos 18 centímetros até 2050, podendo chegar até 45 centímetros em 2100. Essa elevação do nível do mar poderá chegar a dois metros, durante a ocorrência de marés altas, tempestades e as ressacas.
“As adaptações serão necessárias, não há como escapar. E não estamos falando sobre mudanças do clima em um futuro distante – é preciso entrar em ação agora”, afirmou o pesquisador Marengo.
Medidas de minimização de impacto
Entre as medidas estratégicas indicadas às cidades costeiras para a gestão da adaptação, podem-se destacar o monitoramento da mudança do clima e as avaliações dos desastres socioambientais, para adequar a situação das mudanças ocasionadas ao longo do tempo.
O trabalho científico aponta dois caminhos para a preparação e diminuição dos impactos das mudanças climáticas nas áreas costeiras: as medidas proativas e planejadas para preservar e proteger os recursos – antecipando-se aos impactos (adaptação planejada) – e as medidas reativas/emergenciais, implementadas após o impacto das mudanças climáticas.
O Projeto Metrópole é uma coprodução entre a comunidade científica, os tomadores de decisões e a população. Santos foi escolhida para o projeto, segundo Marengo, porque tem os dados mais completos sobre variações de marés e o georreferenciamento mais preciso entre as cidades litorâneas. Os métodos utilizados podem ser replicados em qualquer cidade da costa brasileira.
A pesquisa aplicada desenvolvida nos últimos quatro anos faz uma avaliação conjunta sobre possíveis impactos da elevação do nível do mar, extremos de chuva e tempestades na frequência e intensidade das inundações costeiras que afetam a Ponta da Praia, no município de Santos. Segundo os dados científicos, estes impactos podem aumentar no futuro.

Mais informações: www.cemaden.gov.br/pesquisa-alerta-para-medidas-antecipadas-aos-impactos-provocados-pela-elevacao-das-mares-nas-cidades-costeiras/.

Outras informações sobre o Projeto Metrópole estão disponíveis nas reportagens publicadas pela Agência FAPESP: Não se adaptar às mudanças climáticas sairá no mínimo cinco vezes mais caro, Nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas e Medidas de adaptação às mudanças climáticas são anunciadas em Santos.

Fonte: Agência FAPESP

domingo, 13 de agosto de 2017

Climate science: Origins of Atlantic decadal swings

podría explicar parcialmente variaciones de Temperatura en Océano Norte desde 1980.


 "Temperature variability in the North Atlantic Ocean is the result of many competing physical processes, but the relative roles of these processes is a source of contention. Here, scientists present two perspectives on the debate.

by
 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Winton Advanced Research Fellowship in the Physics of Sustainability

The Fund Managers of the Winton Programme invite applications for up to two Advanced Research Fellowships.
The Winton Advanced Research Fellowship scheme supports outstanding, ambitious scientists with the potential to become independent research leaders in their field. It provides substantial support to allow Fellows to develop new research programmes that expand the range of research activities within the Department of Physics. Projects that cross traditional boundaries between physics and other sciences and engineering disciplines are particularly favoured. A list of current Fellows and their research interests can be found at http://www.winton.phy.cam.ac.uk/directory/fellows.
Much of the research of the Programme is based in the Maxwell Centre (http://www.maxwell.cam.ac.uk) that is home to interdisciplinary research on the West Cambridge Science and Technology Campus. The Centre has state-of-the-art laboratory space including research facilities as part of the Henry Royce Institute for Advanced Materials and office space to foster collaborative research including engaging with industrial partners.
Candidates sought are of the calibre to win permanent posts in universities at the end of their fellowships. Candidates will normally have completed at least one post-doctoral appointment at an institution different to that at which their PhD was obtained. Fellowships will be of 5 years' duration and will provide salary comparable to junior university faculty positions (on the scale currently £39,324-£49,772 per annum) and appropriate support for start-up equipment, graduate students, travel and laboratory operating expenses. Proposed projects should be in new areas or take new approaches in established areas related to research in the broad field of the application of physics to sustainability.
Applicants should submit curriculum vitae including a list of publications and the names and addresses of 3 referees; a personal statement of accomplishments to date (up to 1000 words); an outline research proposal (up to 1500 words) with a brief account of research support required (up to 750 words). The research outline should emphasise the novelty of the research approach, but also set out a clear plan of activity. Closing date for applications is 20th September 2017.
Those successful at the outline stage will be invited for an interview for which guidance will be provided.
Details of the Winton Programme can be found at http://www.winton.phy.cam.ac.uk/
Fixed-term: The funds for this post are available for 5 years in the first instance.
To apply online for this vacancy, please click on the 'Apply' button below. This will route you to the University's Web Recruitment System, where you will need to register an account (if you have not already) and log in before completing the online application form.
Further information can be obtained by contacting the Winton Programme manager Dr Nalin Patel (nlp28@cam.ac.uk).
Please quote reference KA12724 on your application and in any correspondence about this vacancy.
The University values diversity and is committed to equality of opportunity.
The University has a responsibility to ensure that all employees are eligible to live and work in the UK.

Source/Fonte: http://www.jobs.cam.ac.uk/job/14323/

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Instituto de Oceanografia da USP abre vaga para professor doutor

Agência FAPESP – O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) abriu inscrições para o concurso para o cargo de Professor Doutor (MS-3) no Departamento de Oceanografia Biológica. O prazo de inscrição encerra em 1º de agosto de 2017, pelo site USP Digital .

O cargo terá o seguinte programa: A. Biodiversidade, evolução e taxonomia do fitoplâncton eucarioto e procarioto; B. Produção primária no ambiente marinho: quimiossíntese e fotossíntese; C. Produção primária por plantas vasculares em ecossistemas aquáticos e de transição; D. Fatores físicos, químicos e biológicos que afetam a distribuição do fitoplâncton marinho; E. Alça microbiana nos ecossistemas marinhos; F. Distribuição e fatores responsáveis pela biomassa e produção dos produtores bênticos marinhos; G. Métodos in situ e remotos de estimativa da produção primária do fitoplâncton e do fitobento marinho; H. Novos métodos de estudo da diversidade fitoplanctônica; I. Importância do fitoplâncton nos ciclos biogeoquímicos; J. Efeitos das mudanças climáticas sobre a produção primária nos ecossistemas marinhos.

A contratação será em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa, com salário de R$ 10.670,76 mensais. O edital do concurso está acessível no mesmo endereço eletrônico para a inscrição.

O concurso deverá ser realizado no prazo de 30 a 120 dias a partir da data da publicação no Diário Oficial do Estado e da aprovação das inscrições. Haverá três etapas: julgamento do memorial com prova pública de arguição, prova didática e prova escrita.

Mais informações pelo telefone (11)3091-6670 (com Jorge Gruda) ou pelo e-mail gruda@usp.br .
 

domingo, 16 de julho de 2017

#WEF: One fifth of the world's population could be a refugee by 2100


#MudançasClimáticas #PopulaçãoMundial #Risco


In the year 2100, 2 billion people—about one-fifth of the world’s population—could become refugees due to rising ocean levels. Those who once lived on coastlines will face displacement and resettlement bottlenecks as they seek habitable places inland.
“We’re going to have more people on less land and sooner that we think,” says lead author Charles Geisler, professor emeritus of development sociology at Cornell University.
“The future rise in global mean sea level probably won’t be gradual. Yet few policy makers are taking stock of the significant barriers to entry that coastal climate refugees, like other refugees, will encounter when they migrate to higher ground.
Earth’s escalating population is expected to top 9 billion people by 2050 and climb to 11 billion people by 2100, according to a United Nations report. Feeding that population will require more arable land even as swelling oceans consume fertile coastal zones and river deltas, driving people to seek new places to dwell.

https://t.co/3sPQSGX5yh #climate https://t.co/V4VR8LSQk4"

Via @wef - World Economic Forum

sábado, 24 de junho de 2017

NORUEGA CORTA DOAÇÃO PARA FUNDO AMAZÔNIA

Fonte: ClimaInfo - via https://www.facebook.com/climainfo/

Foi vexaminoso Temer ter dito em Oslo, na frente da primeira ministra, que estava na Suécia. Mas este não foi nada frente ao grande vexame de ontem, quando autoridades norueguesas disseram na cara do Ministro Sarney Filho que não vão mais aportar quase R$ 200 milhões para o Fundo Amazônia neste ano. E justificativa para o corte feita ministro norueguês do meio ambiente, Vidal Helgeser, impôs vexame maior a Sarney Filho: o aumento do desmatamento nestes últimos anos e a sinalização feita pelo governo brasileiro em várias oportunidades que não pretende enfrentar o problema. Helgeser exemplificou com os sucessivos cortes no orçamento do Ibama e reafirmou várias vezes que a Noruega não quer interferir na condução do governo, mas quer que seus recursos surtam efeitos concretos.

Pois é, não adiantou Temer ter vetado as MPs que amputam a Floresta Nacional do Jamanxim, nem Sarney Filho ter jogado a culpa sobre o governo Dilma. E nem mesmo ter recuado da intenção de mandar ao congresso um novo PL que reduziria uma vez mais a proteção de parte da Jamanxim, no Sudoeste do Pará.

Hoje, logo após a rapidíssima conversa que teve com a primeira ministra norueguesa, Temer negou constrangimento com o anúncio da redução do repasse ao Fundo Amazônia, e mais uma vez atribuiu a alta no desmatamento ao corte de recursos promovido pela administração anterior, como se não tivesse continuado - e aprofundado - a mesmíssima política.

O vexame na Noruega aconteceu, como disse em seu blog o jornalista Leonardo Sakamoto, porque no Brasil o desmatamento é pop, o trabalho escravo é pop, a expulsão de indígenas é pop, a chacina de trabalhadores rurais é pop, a ameaça a ribeirinhos é pop, a contaminação ambiental é pop e a grilagem de terras é pop, mas é o Agro que se diz pop.

O triste é constatar que os ruralistas responsáveis devem hoje estar comemorando duplamente: por terem conseguido aval para o desmatamento da Amazônia e pelo país ter perdido recursos para combatê-los.

Fontes:
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,noruega-anuncia-corte-de-quase-r-200-mi-ao-fundo-da-amazonia,70001856163
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,cortes-no-ibama-explicam-aumento-de-desmatamento-alerta-noruega,70001854786
https://amp.theguardian.com/environment/2017/jun/22/norway-issues-1bn-threat-brazil-rising-amazon-destruction
http://www.valor.com.br/brasil/5014634/temer-nega-incomodo-em-menos-recursos-para-fundo-amazonia-pela-noruega

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas




Elton Alisson | Agência FAPESP – O nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas. No Brasil, contudo, onde mais de 60% da população vive em cidades costeiras, não há um estudo integrado da vulnerabilidade dos municípios litorâneos a este e a outros impactos decorrentes das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade de chuvas. Um estudo desse gênero possibilitaria estimar os danos sociais, econômicos e ambientais e elaborar um plano de ação com o intuito de implementar medidas adaptativas.
As conclusões são do relatório especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) sobre “Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas”, lançado nesta segunda-feira (05/06) durante um evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A publicação tem apoio da FAPESP e parte dos estudos nos quais se baseia são resultado do Projeto Metrópole e de outros projetos apoiados pela Fundação no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas, financiado pela Fundação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia mais na #FAPESP

Fotos: Natal, por  Canindé Soares

sexta-feira, 17 de março de 2017

Cientistas discutem aumento da temperatura em até 1,5ºC

Como limitar o aquecimento do planeta em até 1,5ºC até o fim do século e minimizar os impactos das mudanças climáticas é a pergunta que 86 cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) tentam responder num encontro realizado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Representando 39 países, o grupo de cientistas, que inclui três brasileiros, trabalha na elaboração de um relatório especial do IPCC sobre mitigação, perspectivas econômicas e sociais e desenvolvimento sustentável. O documento é um desdobramento do Acordo de Paris, ratificado pelo Brasil em setembro de 2016.

A reunião na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), é a primeira do novo ciclo do IPCC, iniciado em 2015 e com conclusão em 2021. Nesta etapa inicial, os especialistas buscam informações e literatura científica voltada para o aumento da temperatura em 1,5ºC. A tarefa, no entanto, não deve ser fácil.

"Grande parte do conhecimento produzido leva em conta uma elevação da temperatura em 2ºC. Pode parecer pouco, mas esse 0,5ºC faz muita diferença no estudo dos impactos do clima. A literatura pode não ser suficiente e podemos precisar produzir mais conhecimento levando em conta a temperatura de 1,5ºC", explica a vice-presidente do IPCC e pesquisadora do INPE, Thelma Krug.

Até o fim de 2018, mais duas reuniões devem acontecer para finalizar o documento. Para o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo, o intercâmbio de informações entre cientistas de diferentes países é fundamental para a construção de um relatório mais completo. "Isso gera um relatório que contempla variáveis e panoramas que levem em conta uma estrutura global", avalia.

Marengo é um dos editores-revisores do capítulo 3 do relatório, que trata dos impactos nos sistemas naturais e humanos. Já o biólogo Marcos Buckeridge, da Universidade de São Paulo (USP), trabalha no capítulo sobre o fortalecimento e a implementação da resposta global à ameaça da mudança do clima, enquanto a pesquisadora Patricia Pinho, do programa de pós-graduação do INPE, vai analisar os impactos das mudanças climáticas sobre o desenvolvimento sustentável.

Brasil

Para Thelma Krug, a participação de cientistas brasileiros confirma a relevância do país nas pesquisas sobre mudanças climáticas. "Pesquisadores de apenas 39 países foram selecionados para participar. Nós termos três brasileiros dentro de um universo de 86 especialistas é expressivo, porque foi uma seleção muito rigorosa. Isso é um reconhecimento fantástico ao trabalho que o país desenvolve na questão do clima", ressalta.

O INPE realiza estudos interdisciplinares para subsidiar o Brasil com as informações necessárias para a implementação de medidas de adaptação, mitigação e auxílio na concepção e elaboração de políticas públicas para o setor climático e ambiental. No instituto, são realizadas pesquisas de excelência em Modelagem e Observações do Sistema Terrestre, especialmente do Sistema Climático, Mudança de Uso e Cobertura da Terra, Hidrologia, Química Ambiental, Energias Renováveis, Eletricidade Atmosférica, Oceanografia e Zonas Costeiras, Queimadas, Desastres Naturais, Adaptação, Mitigação e Políticas Públicas.

Ação mundial

O IPCC é um órgão das Nações Unidas que estuda a ciência relacionada às mudanças do clima. Ele foi estabelecido em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para oferecer às nações levantamentos científicos sobre as implicações e potenciais riscos, além de apresentar estratégias de adaptação e mitigação. Atualmente, 195 nações integram o grupo.
 

Primeira reunião de autores de relatório especial do IPCC foi realizada no INPE


Thelma Krug, pesquisadora do INPE e vice-presidente do IPCC
 
 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

How to predict and prepare for space weather


SOMETIMES the sun burps. It flings off mighty arcs of hot plasma known as coronal mass ejections (CMEs). If one of these hits Earth it plays havoc with the planet’s magnetic field. Such storms are among the most spectacular examples of what astronomers call space weather, a subject to which a session at this year’s meeting of the American Association for the Advancement of Science (AAAS), in Boston, was devoted. A big CME can have profound effects. In 1859, for instance, a CME subsequently dubbed the Carrington event, after a British astronomer who realised its connection with a powerful solar flare he had observed a few days earlier, generated auroras that could be seen in the tropics. Normally, as the names “northern” and “southern” lights suggest, such auroras (pictured above) are visible only from high latitude. More significant, the Carrington event played havoc with Earth’s new telecommunications system, the electric telegraph. Lines and networks failed, and some operators received severe shocks.
Today, the damage would be worse. A study published in 2013 by Lloyd’s, a London insurance market, estimated that a Carrington-like event now would cause damage costing between $600bn and $2.6trn in America alone. A year before this report came out the sun had indeed thrown off such an ejection—though not in the direction of Earth. A much smaller storm did, however, do serious damage in 1989, by inducing powerful currents in Quebec’s grid, blacking out millions of people. It would therefore be useful, Jonathan Pellish of the Goddard Space Flight Centre, a NASA laboratory, told the meeting, to be able to forecast space weather in much the same way as weather is forecast on Earth. This would permit the most vulnerable equipment to be disconnected, in advance of a CME’s arrival, to prevent damaging power surges.
Sturm und drang
It sounds straightforward enough, but is harder than it sounds. Though CMEs are common, they cause problems on Earth only if they score a direct hit. The so-called “empty” interplanetary space of the solar system is, in fact, suffused by a thin soup of charged particles. These particles interact with moving CMEs in ways that are hard to predict. That makes forecasting a storm’s track difficult. On top of this, CMEs themselves have magnetic fields, with north and south poles, just as Earth does. The way the poles of a CME line up with those of Earth can affect the intensity of the resulting electrical activity.
To try to understand all this better a number of satellites already monitor the sun, looking for, among other things, CMEs. These include a fleet of American environment-modelling craft and also the Solar and Heliospheric Observatory, which is a joint European-American venture launched in 1995. Several new sun-watching instruments are planned for the next couple of years. One is the European Space Agency’s Solar Orbiter. Another is NASA’s Solar Probe Plus. A third is a special telescope, called DKIST, to be built in Hawaii. The eventual goal, said Dr Pellish, is to make space-weather forecasts as easy and routine as terrestrial ones.
Preparing for the extraterrestrial equivalent of hurricanes in this way is surely wise. But space drizzle can cause problems too. Even when the sun is quiet, Earth is bombarded by a steady stream of high-energy subatomic particles. Some come from the sun, which is always shedding matter in small quantities even when it is not throwing off CMEs. Others are cosmic rays, which originate from outside the solar system. Both types, when they smash through the atmosphere, create showers of secondary particles in their wake. And, as Bharat Bhuva, an engineer at Vanderbilt University in Tennessee, described to the meeting, this shrapnel can cause problems with the electronic devices on which people increasingly depend.
If such a particle hits a computer chip, it can inject an electrical charge into the circuit. Since chips work their magic by manipulating packets of charge, that can create all sorts of problems. Dr Bhuva described how, in 2008, the autopilot of a Qantas airliner had been knocked out by a rogue particle. The resulting sudden plunge of about 200 metres injured many of the passengers, a dozen seriously.
Subtler effects can be just as worrying. During a local election in Belgium in 2003, a single scrambled bit of information, almost certainly caused by an errant particle, added 4,096 votes to one candidate’s tally. Since this gave an impossibly high total, the mistake was easily spotted. But had the particle hit a different part of the circuit it might have added a smaller number of votes—enough to change the outcome without anyone noticing. Moreover, as the components from which computer chips are built continue to shrink, they become more sensitive, making the problem worse. A modern computer might expect somewhere between a hundred and a thousand space-drizzle-induced errors per billion transistors per billion hours of operation. That sounds low. But modern chips have tens of billions of transistors, and modern data centres have millions of chips—so the numbers quickly add up.
The trick is to design circuits to cope. That is where Christopher Frost, who works at the Rutherford Appleton Laboratory, near Oxford, thinks he can help. He and his team have modified some particle accelerators in a way that offers designers of electronic equipment the ability to test their products—and, crucially, to test them quickly. Dr Frost’s particle beams are millions of times more intense than the radiation experienced by real-world devices. They deliver in minutes a dose that would take years to arrive naturally.
This sort of pre-emptive action makes sense. The threats from space drizzle (constant, though low-level) and from CMEs (rare, but potentially catastrophic) are real. Hardening equipment against drizzle, and developing forecasts that tell you when to disconnect it to avoid CME-induced power surges, are merely sensible precautions.



This article appeared in the Science and technology section of the print edition under the headline "Tales of wonder"